quinta-feira, 14 de junho de 2007

O outro lado da moeda


Escritor de obras como "Fera Ferida", "Pedra sobre Pedra" e "Vale Tudo", Aguinaldo Silva será o próximo queridinho da Globo a ocupar a cadeira da teledramaturgia no horário nobre. A trama da vez, como já havia sido noticiada aqui no blog, irá se chamar "Duas Caras" e terá suas primeiras filmagens realizadas em vários estados brasileiros. No entanto, ao contrário da notícia que circulava semanas atrás, a novela não manterá um núcleo em São Paulo até o fim.

De qualquer forma, ainda dá para comemorar bastante... afinal, o público conseguirá finalmente ter uma folga de Copacabana, que cederá seu espaço para lugares como uma favela fictícia no Rio de Janeiro.

Mas, deixando os cenários de lado, a questão da vez é: será que nós podemos interpretar que o nome "Duas caras" representa, dentre outras coisas, uma crítica indireta à representação extensiva de um só lado do Rio?

Enquanto a gente não tem uma resposta, leia abaixo alguns trechos da entrevista realizada com Aguinaldo, no último dia 12.

OFuxico - Como será Duas Caras?

Aguinaldo Silva - Será um novelão que segue o meu estilo de trabalho, nos quais os personagens tem características muito próprias dos cidadãos brasileiros.

OF – Você pretende destacar alguma região como cenário, conforme foi mostrado o Nordeste em Tieta?

AS – Não, nos primeiros 35 primeiros capítulos da novela vamos gravar em diversos estados, como Santa Catarina, Pernambuco, Paraná. Ainda teremos um núcleo em São Paulo. Isso dá mais ou menos um mês e meio de exibição. Depois, esse núcleo se transfere para o Rio de Janeiro.

OF – Duas Caras foi inspirada em alguma obra específica?

AS – Não, cansei de ser a azeitona da empada dos outros (rs), como foi o caso quando adaptei as 4800 páginas de Tieta da obra de Jorge Amado. Agora só trabalho em coisa minha.



Acompanhe a entrevista na íntegra aqui.


Por Renata Cerqueira

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns pelo blog, e espero que venha a ser um ponto de referência no que dizer respeito a "Duas Caras".
Gostaria de saber se Stênio Garcia viverá um professor universitário cuja a única coisa que tem em comum com a filha (Débora Falabella) é o amor por História? O que faria o contraste entre o papel de Débora (com educação escolar e sem afecto da família) e o de Lázaro Ramos (sem educação escolar e com afecto).

Se me puderem clarificar, obrigado!